segunda-feira, 30 de junho de 2003

Pra topar com palhaçada na internet é mais certo do que banheiro depois da feijoada. E no meio de uma de minhas pesquisas sérias me deparei com esse documentário: How ChupaCabras works?

domingo, 29 de junho de 2003

Este livro não só me fez relembrar a minha última aventura na Amazonia mas também me colocou de bandeija os acontecimentos do local. A boca do reporter, escritor do livro, não mente e tudo bate com o que vi com meus olhos, queimadas ilegais, políticos corruptos por traz do tráfico de madeira, ameaças de morte e muito mais em meio a selva onde grita mais alto quem pode. Existem muitas histórias onde se morre de graça, por um pedaço de terra ou por uma pepita de ouro, a vida parece não ter tanto valor quanto nas cidades grandes. Não há hospitais de prontidão, não há estradas asfaltadas, não se sabe se o carro vai atolar dali a 100, 500 ou 1000 metros, o que pode até causar um acampamento temporário na espera pela secagem da estrada de chão. O reporter parece ter sangue aventureiro e eu apreciei a leitura.
Estação Carandiru, de Drauzio Varella. Livro que me deixou de queixo caido por apresentar uma precisão incrível nas descrições de fatos vividos pelos presos do maior presídio da américa latina. Até antes de ler este livro eu jurava que preso era apenas um cidadão que abandonou a sociedade para pagar pelo crime cometido, tendo direito apenas a suas refeições e uma cela para dormir, presentimento causado pela fama de que preso no Brasil não faz nada além de comer e dormir. Pura imaginação. Drauzio viveu por quase 10 anos no presídio trabalhando voluntáriamente e após seu trabalho resolveu contar nos mínimos detalhes como funciona a vida diária da malandragem no cadeião. Agora chego a pensar que aquilo poderia ser uma cidade, com moeda, comércio, relações exteriores, mão de obra preenchida pelos próprios presos e outras questões que regem o bem estar.

quinta-feira, 26 de junho de 2003

Oki Doki!

Estou de volta ao Brasil para continuar a batalha. Não me arrependo de ter
voltado, mas tenho que confessar que deu um aperto no coração em quanto
estive no aeroporto de Heathrow no dia do aniversário da Rainha, com as
malas prontas para voltar para casa. O aeroporto sempre foi um simbolo de
liberdade aos meus olhos. O fato de olhar todas aquelas aeronaves enormes
me faz sentir a adrenalina aumentar e me vejo indo para os lugares mais
remotos da face da terra. Cheguei até a pensar em ir para a Austrália
em um daqueles jumbos 747 com cara de mau e nariz de ferro mas não
deixei a emoção tomar conta de mim. Simplesmente voltei pois quero estudar.

Cheguei no Brasil as 5:40 da manhã no segundo domingo de Junho de 2003.
Tempo nublado com uma névoa ao redor do aeroporto. Monitorando sempre
as informações de altitude e velocidade no monitor da aeronave, tocamos o
chão 3 segundos após a última atualização - 800m de altitude e 279km/h.
Pouso suave. Fiquei imaginando um brutamontes daqueles com mais de 200
pessoas a bordo ainda voando a quase 300km/h, coisas da física.

No toque do pé direito no solo brasileiro senti que minha aventura se acabou,
estava no Brasil. Segui os corredores para me encaminhar para os procedimentos
burocraticos passados por quem chega do exterior. Em tempos de SARS a coisa é mais complicada do que apenas passar pelos Federais. Peguei uma fila com ares
de Brasil para entregar uma declaração preenchida a bordo para dizer que
eu estava limpo e não tinha me colocado em risco à doença. Passado o teste
de paciencia na fila que aparentemente era enorme mas que durou apenas
10 minutos, segui para pegar minha bagagem. Passei pela alfândega e apenas
respondi o que era perguntado, um policial apenas olhou para minha bagagem,
1 suitcase de mais ou menos 100x60x25cm mais uma mochila nas costas.
Recebi a autorização para passar sem ser revistado e fui pra casa de carona
com um amigo que já me aguardava. Missão cumprida. 4 meses em Londres,
3 meses estudando ingles em uma escola e muita história para contar. Não
vou esquecer essa primeira experiência no exterior nunca.

segunda-feira, 9 de junho de 2003

Esta estatisticamente comprovado que pode ser usada a estatistica para mentir. Mas essa ai, eu nao sei nao. Parece tao real :-(

Apocalipse Estatistico

terça-feira, 3 de junho de 2003