segunda-feira, 21 de julho de 2003

Hoje, por acaso eu soube que o Slackware fez 10 anos no último dia 16 deste mês...

Deixa eu pedir a benção ...

www.slackware.com

domingo, 20 de julho de 2003

Museu Paulista

Hoje fiz uma visita ao Museu Paulista (ou popularmente conhecido como Museu do Ipiranga). Achei interessante retornar ao museu depois de ter visões ao vivo da arquitetura na Inglaterra, pois o mesmo foi construído com fortes influências da arquitetura Européia. A inauguração do edifício-monumento, em 1890, construído para relembrar o ato de Independência por Dom Pedro I em 7 de Setembro de 1822. A obra foi financiada, na época, por grandes empresários e Políticos ligados a Dom Pedro. Partes deste financiamento se originou em uma Loteria.

Os principais atrativos para mim são a seção da maquete, representando a São Paulo oitocentona com recursos simples e bem interessantes. A parte que me fez lembrar das aulas de Literatura foi quando o narrador fala da criação da Academia de Direito no convento de São Francisco, o que originou a passagem de outros ares por São Paulo, muito melhores do que os ares coloniais existentes até então. Nas aulas, o professor Fabiano dizia que surgiram daí os famosos estudantes de direito de São Francisco que tiravam o ar de sossego que existiu no local.

http://www.apamagis.com.br/revis_epm/rev-3/cl_saofrancisco.htm

"...A instalação da Academia de Direito foi o acontecimento mais importante para a vida da cidade de São Paulo, em toda a primeira metade do século XIX. A presença desse estabelecimento de ensino superior deu-lhe mais vigor e entusiasmo. A Academia de Direito arrancou São Paulo do seu sono colonial e criou condições para alterar seus costumes tradicionais. Os estudantes davam um tom de animação à cidade.
...".

E a seção que registra uma mudança importante nos casarões da São Paulo oitocentista; separação da Cozinha do local onde são servido os pratos, dando criação à sala de Jantar. Isto acontecia nas melhores casas de São Paulo e isto ocorreu pois, obviamente a cozinha, um local sujeito a fumaça excessiva, gordura e muita sujeira não combinavam com as pessoas, louças, prataria e outros objetos finos de mesa de um jantar requintado. A Sala de Jantar das casas de pessoas que tinham diferencial na sociedade não era apenas um local para fazer refeições. Os móveis de madeira nobre e bem trabalhados, as louças vindas da Europa, todo o conjunto também eram usados para mostrar que os donos tinham poder e dinheiro.

Descobri nas seções de Inventividade e da sala que guarda o famoso quadro do Grito do Ipiranga, que alguns destes quadros foram pintados por pintores que não seguiram à risca o evento que era para ser retratado. As versões para o Grito do Ipiranga são várias, em uma destas diferentes versões da pintura, Dom Pedro empunha seu chapéu para declarar a Independência. Em outra ele empunha uma espada. Esta imprecisão neste ato importante da história brasileira me deixa com uma visão negativa daqueles que se proporam a registrar o momento.

Num geral senti que o museu mostra muito do life style dos anos de 1800. As mudanças sociais desta época foram muito importantes para o avanço e progresso do país. Uma das principais fontes econômicas do país, o café, fortalecia este avanço, juntamente com a presença do príncipe regente de Portugal, Dom Pedro I, na primeira metade do século.

Seguem algumas fotos do Museu:


Entrada Principal.

Vista da lateral direita e parte do jardim.

Vista da parte da frente do jardim.

Site do Museu:

http://www.mp.usp.br

sexta-feira, 18 de julho de 2003

Pergunta: Desde quando existe vestibular?

Resposta:

1808- O ingresso nos cursos superiores introduzidos no Brasil se fazia mediante "exames preparatórios"; a partir de 1837 esse ingresso torna-se privilégio de egressos de alguns colégios.

1911- Torna-se obrigatório o exame de seleção para o ingresso em curso superior pela Lei Orgânica do Ensino Superior e do Fundamental/ decreto 8659 de 5/4/1911; por este decreto estabeleceu-se a exigência de exame de admissão e formularam-se critérios relativos à forma do exame, à banca examinadora, às datas dos exames e às taxas de inscrição;

1915 - O Decreto 11530 de 18/3/1915 cria a denominação (usada até hoje) do exame de admissão aos cursos superiores para exames vestibulares.

1946 - Escola Paulista de Medicina (hoje Unifesp) introduz testes em provas internas (pelo prof. Walter Leser - que viria depois a fundar o CESCEM)

1964- É criado o CESCEM: vestibular da área de Biológicas em São Paulo; utilização de testes de múltipla-escolha.

1967- É criado o CESCEA: vestibular da área de Humanas em São Paulo; também com testes.

1969 - Criado o MAPOFEI: vestibular da área de Exatas (questões discursivas).

1975 - A USP unifica o programa de vestibular para todas as áreas.

1976- A USP cria a Fuvest (exame em duas fases: a 1ª com testes e a 2ª com questões dissertativas); extintos os vestibulares por área.

1977- A Fuvest passa a realizar os exames da USP e também da Unicamp e Unesp.

1981- A Unesp passa a realizar separadamente seus exames.

1987- A Unicamp passa a realizar separadamente seus exames (em 2 fases, somente com questões discursivas; todas as matérias têm o mesmo peso).

1987- A Fuvest passa a realizar provas de 2ª fase em níveis diferentes conforme matéria e carreira; melhora muito o rendimento dos candidatos de Humanas em Física, Química e Biologia.

1988- A Fuvest aproxima os pesos das matérias; aumenta a necessidade de uma boa formação geral.

1990- A Fuvest reduz para 80 o número de questões na 1ª fase e aumenta em 60% os convocados para a 2ª fase. Notas mínimas fazem sobrar vagas na USP.

1991- A Fuvest reduz para 72 o número de questões na 1ª fase e retira a exigência de notas mínimas.

1992- Encontro internacional sobre os vestibulares, em Durblin, na Irlanda; o Etapa é a única escola brasileira a enviar participantes.

1993- A Fuvest retira totalmente a exigência de notas mínimas para o vestibular de 94.

1994- A Fuvest muda o vestibular 95: na 1ª fase, aumentando o número de questões e na 2ª dase, reduzindo o número de provas; a Unicamp reduz o peso da Redação e introduz pesos diferenciados na 2ª fase.

2000- Exame do Enem passa a contar nas notas da Fuvest, Unicamp e Unesp.

2003- Fuvest reduz para 100 questões em um único dia a sua 1ª fase.

O trem é mais velho do que eu pensava... tsk tsk tsk







quarta-feira, 16 de julho de 2003

terça-feira, 15 de julho de 2003

Valor do Pulso (fixo-fixo). Fonte: Telefonica

TELESP / CTBC - Vigência: 28/06/2002
Telesp: 0,10257
CTBC : 0,09826
iTelefonica com 15% de desconto nos pulsos telefonicos e usuário grátis. De 13/07/2003 a 13/08/2003. Internet mais gratis do que isso só se for a base de 0800.

Telefone de acesso discado do iTelefonica: (11) 3009-5515.

E antes que eu me esqueça... keep da fucking Discadores unloaded, untouchable, unvisible, unexistent...

[Powered by Dial-UP]

domingo, 6 de julho de 2003

Debaixo da Ponte

Debaixo da ponte do arcebispo, junto a uma verdadeira corte dos milagres, reúnem-se os mendigos.

Mendigos cristãos, mendigos ateus, mendigos budistas, mendigos muçulmanos, mendigos judeus.

Enfim, mendigos de todas as cores.

Discutem o resultado do sim e não a suas petições.

Discutem a desvalorização da moeda e a proliferação de falsos mendigos.

O mendigo cristão fala da perda de prestígio da caridade nos dias de hoje.

O mendigo ateu disserta sobre o não-deus e suas pouco eficazes prédicas no deserto.

O mendigo budista fala das dificuldades atuais de que padece a transparência do nirvana.

O mendigo muçulmano insiste na urgência de alguns fanatismos em nome de Alah.

O mendigo judeu lamenta que freqüentes ataques de ira de Jeovah caiam sobre sua cabeça.

E o mendigo de outras cores se queixa das queixas dos mendigos queixosos.

Depois, tudo termina e os peregrinos voltam às suas respectivas igrejas, maldizendo os usurpadores de seus respectivos direitos.

Sobre o(a) autor(a):
Enrique Gómez-Correa, nasceu em Talca, Chile (1915-1995).
Poeta explosivo e ensaísta.
Fez parte da geração do grupo Mandrágora, de filiação surrealista.
Do que você gosta?
R) Eu gosto de Música, Teatro, Cinema, Cultura, enfim, tudo o que é lixo para o público de hoje. Lixo porque se o cidadão de hoje passar a ter Cultura, o mesmo não irá eleger políticos cú de rosca como acontece hoje e passará a exigir mais.

quarta-feira, 2 de julho de 2003

Álvaro de Moya, o fundador da TV TUPI na metade do século XX. UA UA UA UA UA!. Ta aí uma figura que deveria ser patrimônio nacional. O homem aparece no programa 145 do Provocações da TV Cultura e carrega o seguinte consigo:

- critica a televisão atual por não ser "pensada" como era nos primórdios e
vê a televisão de hoje como sendo essencialmente comercial.

That´s the fucking point!

Esse cara deveria ser capturado por um grupo de extermínio anti-comercialismo da TV atual para ajudar a mudar isso tudo. Eu tenho dó de ver minha televisãosinha aqui, gastei fortunas, um modelo avançado, cheio de teclinhas e opções para ajuste de voz e imagem, tudo para poder ficar antenado no melhor estilo e infelizmente sou obrigado a deixa-la desligada na maior parte do dia, pois este é o horário preferido dos diretores de programas para mostrarem suas palhaçadas - SALVE UMA COISA OU OUTRA. Interpreto isso como a reflexão da cultura deste país. O povo se interessa por ver o que não tem valor cultural nenhum e não tem a menor noção do impacto disso em seus intelecto. Tá parecendo que cultura hoje em dia é algo sensurado, onde só se pode ver depois das 10 da noite.

Dr. Álvaro, boto toda fé no seu discurso no Provocações, provoca mesmo, afronte essas mentes medíocres a mudar esta vergonha nacional. Nossos filhos agradecem.